29/08/2019 às 19h24min - Atualizada em 29/08/2019 às 19h24min

O impacto do preço do café no comércio em Espera Feliz

Café e Economia

Mais uma vez, a cafeicultura no Brasil chega a uma situação crítica. O preço da saca do café despencou, e hoje, o produto é comercializado novamente próximo ao custo de produção. Cenário preocupante que prejudica diretamente a economia regional, principalmente a de Espera Feliz, onde boa parte do dinheiro que movimenta a cidade vem do café.

Produtores, comerciantes e cooperativas buscam alternativas para superar o mau momento. Mas o que se observa nos discursos é que enquanto não existirem políticas públicas efetivas, dificilmente o setor produtivo do café estará livre desses altos e baixos que estrangulam o desenvolvimento do agronegócio no país.

Quando se fala na crise que atinge o café, muitas pessoas que não dependem diretamente do produto costumam não se preocupar. Mas engana-se quem pensa não estar sendo prejudicado. Em nossa região onde o café é a base na economia, a redução na geração de empregos no campo e a falta de remuneração do produtor causam impacto negativo na economia.

O que se vê hoje em boa parte das lojas em Espera Feliz são liquidações e promoções, e muitas delas já começam a antecipar as novidades de verão.

Segundo Brenda Asvello da Ótica Veja Feliz, é nítida a queda de movimento em relação à safra do ano passado, “Nós que estamos no centro, acompanhamos o movimento dia a dia nas ruas e nas lojas, e fica claro o quanto o comércio está em baixa, temos clientes que são produtores, e boa parte se sente inseguro por conta da baixa do café”. Completou.

Para Silvério Lacerda Fernandes, Gerente Executivo da Associação Comercial, industrial, Agropecuária e Serviços  de Espera Feliz, “o grande problema é sermos reféns de uma monocultura, pois ficamos indexados no valor e oscilações do café, o que impacta diretamente o comércio local. Sendo assim, a alternativa é inovar e buscar estratégias para passar por esse momento atípico e esperar uma reação do preço do café”, completou.

Silvério ainda ressalta que seja estimulada a produção de um café com melhor qualidade, para agregar mais valor ao produto, e assim será vendido por melhor preço e consequentemente girar mais dinheiro na cidade, onde todos ganham.

Além da baixa no comércio, o produtor rural acaba sendo o maior prejudicado, pois tira sua renda direto da lavoura. Mas no final, todos os segmentos da sociedade saem prejudicados também.

Eduardo Amorim
 

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