26/05/2022 às 11h26min - Atualizada em 26/05/2022 às 11h26min

Cafeicultores de Espera Feliz concluem programa especial Gestão com Qualidade em Campo.

(ATeG) Café+Forte

Uma turma formada por cafeicultores que participam do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café+Forte oferecido pelo Sistema FAEMG em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Espera Feliz e o Sicoob Credisudeste em Espera Feliz concluiu este mês, o programa especial Gestão com Qualidade em Campo. 

 

O instrutor Jair Monte destacou a receptividade e o envolvimento dos produtores como um ponto positivo para o sucesso do programa no município. “O GQC impactante para eles e para mim. Fiquei feliz ao ver que eles assimilaram a importância da visão empreendedora e de assumir o seu papel de líder nos negócios e na sociedade”. 
 

Para Jair, o próximo passo é que os produtores se organizem coletivamente a fim de potencializar o desenvolvimento de todos. “O responsável pelo sucesso e prosperidade do negócio é o produtor e o estímulo ao cooperativismo e associativismo pode ser a solução para viabilizar melhores condições de comercialização e de investimentos em atividades como o turismo rural”. 



Avaliações


Gislene Novais e o esposo Jardel Frauches participaram juntos da capacitação e aprovaram o conteúdo e a metodologia do curso. O conhecimento já está sendo aplicado na propriedade e na visão deles sobre os negócios, a família e as relações interpessoais. 


“O GQC é uma potência transformadora de pessoas, que vão transformar a qualidade dos cafés da nossa região. Sou grata por ter recebido conhecimento de qualidade e conseguir desenvolver uma visão e atuação mais profissional para a nossa empresa rural”, disse Gislene.


A produtora destacou ainda que o programa, assim como o ATeG mudou a lógica de produção de café e o entendimento sobre os impactos da atividade no meio ambiente e na economia. “Estamos em um território privilegiado pelo clima e a altitude, temos uma produção sustentável e com o GQC percebemos outras possibilidades de renda que a propriedade oferece, como as frutíferas. Temos muitas bananeiras, mas por vezes deixamos a produção se perder. Depois do programa, já vendi as primeiras caixas da fruta”. 



O turismo rural também passou a ser uma alternativa de negócio estudada pela família. Gislene contou que a sua relação com a propriedade se transformou e que a sucessão familiar se tornou um ponto fundamental nesse processo. “Sou filha de produtor, mas meu pai teve uma vivência de dificuldades e considerava   eu o melhor para a minha geração era estudar e sair da roça. Hoje, incluo minhas filhas de 21 e 25 anos no planejamento da empresa rural e faço questão de que elas se envolvam e entendam que isso faz parte da vida delas”.



Gislene lembrou que o suporte oferecido pelo Sistema FAEMG e pelo Sindicato tem um papel importante nessa mudança de paradigma. “Há uma transformação acontecendo em toda a região pautada pelo conhecimento, pela informação e pela tecnologia trazidas pelo SENAR, e esse é só o começo. Saio motivada de todos os cursos, o GQC tem uma metodologia fantástica também de autoconhecimento e o ATeG também nos motiva a buscar melhorias na certeza de que darão resultados”. 



Paulo Toledo, de 46 anos, contou que trabalha com o café desde muito jovem e tem aproveitado a excelência dos cursos e programas especiais do SENAR Minas para de desenvolver na atividade.  



“O técnico de campo Michel Silva nos orienta muito no ATeG. Traz conhecimento para a lavoura e outras oportunidades de aprendizado como o GQC. Nós evoluímos em todas as áreas. É visível as mudanças pessoais e profissionais. No GQC ficou claro que devemos fazer a diferença da porteira para dentro, onde tudo está ao nosso alcance. Agora vejo a propriedade de outra forma, como fonte de lucro, sem esquecer do amor pela natureza, e da preocupação com a sustentabilidade”.


Paulo disse que o programa funcionou como uma lupa para ele. “Foram muitas lições valiosas. Consigo ver melhor as qualidades e o que precisa melhorar. Preciso buscar harmonia e organização para que o negócio da minha empresa, que é a cafeicultura seja um processo rentável e prazeroso”.



Segundo Paulo, o grupo pretende fazer encontros a cada dois meses para manter a troca de experiências e estabelecer ações conjuntas. A certificação das propriedades e a estruturação do turismo rural estão entre os pontos a serem fortalecidos. 


Para Leonardo Chaves, mobilizador do Sindicato dos Produtores Rurais de Espera Feliz, o GQC foi um divisor de águas para os cafeicultores. Ele lembrou que o curso chegou a pessoas já comprometidas com o desenvolvimento por meio de ATeG. “O GQC fortalece o grupo e facilita o trabalho do técnico de campo. Foi uma oportunidade de reforçar na mente do produtor a necessidade de ser mais cauteloso e organizado para saber se sua prioridade está no caminho certo. Um excelente trabalho do instrutor Jair Monte que com certeza trará resultados em um pequeno espaço de tempo”.

 


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