O Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, registrou alta de 37,76 Reais por saca de 60 kg (8,6%), fechando a R$ 474,27/sc, o maior valor desde 18 de outubro de 2018, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de set/19).
Para os cafés com maior peneira e menor catação (finíssimos), foram fechados negócios em valores ainda mais elevados, variando de R$ 470 a R$ 500/sc, segundo agentes consultados pelo Cepea. A alta dos preços não permitiu negociações apenas no físico, mas também no mercado futuro, com negócios para 2020 fechando em patamares próximos dos R$ 500/sc.
Quanto ao cenário externo, os ganhos da semana passada estiveram atrelados a fatores técnicos – recompra de contratos e alta geral de outras commodities – e às projeções de déficit de oferta do grão para 2020. Segundo informações da Euromonitor e do Rabobank, o consumo de café deve seguir em alta nos próximos anos, com destaque para o crescimento na China e no Brasil. O País segue na liderança de consumo da bebida, com previsão de aumento de 1,2 milhão de sacas na demanda em 2019, avanço de 2,5% frente a 2018.
Análise do mercado cafeeiro elaborada pela Equipe Café CEPEA/ESALQ.