27/10/2021 às 12h49min - Atualizada em 27/10/2021 às 12h49min

Inocentado, casal diz que foram coagidos a confessar que mataram o filho em Dores do Rio Preto

Ficaram presos por três anos

FONTE; G1 ES
Os pais da criança de cinco anos que morreu em Dores do Rio Preto em 2018, que ficaram presos suspeitos da morte do filho, disseram, nesta terça-feira (26), que foram coagidos pela Polícia e ameaçados de morte para que confessassem o suposto crime. A Polícia Civil informou que a corregedoria vai apurar o caso.


O casal, Luane Monique de Moura Silva e Adeildo Souza da Silva, ficou preso por dois anos e sete meses por suspeita de homicídio, omissão e tortura do filho Artur Moura Silva.

Na época, o inquérito da Polícia Civil enviado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) apontava que o pai teria agredido o filho com socos e chutes. O laudo da perícia, apresentado durante o júri popular, em setembro deste ano, comprovou que Arthur não morreu vítima de agressão, mas por meningite. As manchas pelo corpo foram causadas pela doença. 


O MPES afirmou que a prisão "foi um erro".

Adeildo revelou que disse para a polícia que não tinha agredido o filho, mas confessou as agressões depois de ser ameaçado.



Casal não enterrou filho
 
Luane e Adeildo foram soltos em março deste ano. O casal não pôde ir ao velório e enterro do filho. Eles só visitaram o túmulo do menino três anos depois da morte dele, no dia do enterro da mãe de Adeildo.

 

Coação será apurada

 

O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, informou que o caso será revisto na corregedoria. Arruda, no entanto, alega que o casal não foi forçado a coagir e nem a mentir.
“Nós não estamos falando da polícia dos anos 1940. Nós não estamos falando de uma polícia da época da ditadura. Nós estamos falando de uma polícia que é toda ela formada no estado democrático de direito, o delegado de polícia é formado, ele tem formação jurídica. Eu acho muito difícil que isso tenha acontecido. Pode até ser que, o pai, levado por uma pressão popular, tenha falado alguma coisa nesse sentido. Mas ele ser obrigado, ou ele ser forçado, acho muito temerário, muito difícil disso acontecer”, argumentou Arruda.

 

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