11/03/2021 às 09h55min - Atualizada em 11/03/2021 às 09h55min

Sob protestos, Estado coloca a microrregião de Manhuaçu na Onda Roxa

Comércio fechado

Publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais nesta quinta-feira, a Deliberação 134 do Comitê Extraordinário Estadual da Covid-19 que determina a adoção do Protocolo Onda Roxa em Biossegurança Sanitário-Epidemiológico – na microrregião de Manhuaçu, localizada na Macrorregião Leste-Sul. No entanto, Poder Público Municipal e empresários protestam contra a quarta medida de fechamento do setor e as restrições sem nenhuma compensação.


A norma entra em vigor nesta quinta-feira, dia 11, e vale até o dia 26 de março. Entre as medidas está o toque de recolher das 20 às 5 horas e aos finais de semana. Só será permitido o funcionamento de serviços essenciais e a circulação de pessoas fica limitada aos funcionários e usuários desses estabelecimentos.



Fazem parte da Microrregião de Manhuaçu os municípios: Abre Campo ; Alto Caparaó; Alto Jequitibá; Caputira; Chalé; Conceição de Ipanema; Durandé; Ipanema; Lajinha ; Luisburgo; Manhuaçu; Manhumirim; Martins Soares; Matipó; Mutum; Pocrane; Reduto; Santa Margarida; Santana do Manhuaçu; São João do Manhuaçu; São José do Mantimento; Simonésia e Taparuba.
IMPOSIÇÃO


A prefeita de Manhuaçu, Maria Imaculada Dutra Dornelas, não gostou na decisão do Comitê. Em vídeo postado no site da prefeitura, ela afirmou que está sendo obrigada a acatar a decisão.

“Mesmo não concordando, somos obrigados a acatar a medida, que achamos muito bruta. Sabemos que não vai ser bom nem para Manhuaçu nem para região, mas, infelizmente, tendo em vista a situação que se encontra hoje o Hospital César Leite, com 100% das vagas de UTI ocupadas de enfermaria ocupadas, estamos correndo risco”, disse.


A prefeita ainda disse que caso não acatasse a decisão teria de se responsabilizar pelas mortes causadas pelo novo coronavírus. “Temos dois caminhos: ou acatávamos ou nos responsabilizamos pelas mortes podem acontecer. Estamos pedindo a sociedade para nos ajudar. Já pedimos demais, imploramos para que as pessoas colaborassem, que todo mundo fizesse a sua parte”, disse, a respeito do cumprimento das medidas estabelecidas pela onda roxa.


Um decreto deve ser divulgado em Manhuaçu nesta quinta com o detalhamento das normas.



COMÉRCIO PROTESTA

Tanto em Manhuaçu, quanto Manhumirim e outras cidades da microrregião houve protestos de diversos setores empresariais.


As críticas são ao modelo do programa Minas Consciente, a imposição da nova faixa e a quarta vez que o comércio é fechado nessa pandemia. Enquanto o setor fica fechado, impostos e obrigações continuam sendo cobradas normalmente, aumentando o peso sobre o empresariado e provocando fechamento de estabelecimentos e demissões.



Um dos internautas manifestou: “Tem que fechar é tudo, porque alguns tem mais privilégio e ficam aberto. Esse de serviço necessário é papo. Todos serviços pra um pai de famílias são serviço necessários meu Deus! Quanta hipocrisia não para os olhos dos políticos, mais sim para seus filhos terem o que comer”.


Em outra postagem, uma moradora indignada também reclamou da classe política: “Quero ver se alguém vai fechar alguma coisa, onda roxa. Esses políticos tem que tomar vergonha na cara e comprar mais leitos de UTI pra atender as pessoas. O povo tem q trabalhar, inclusive esses políticos sonsos”.
ONDA ROXA


A onda roxa tem duração de 15 dias e, nesse período, só é permitido o funcionamento de serviços essenciais.
A circulação de pessoas fica limitada aos funcionários e usuários desses estabelecimentos.


O deslocamento por qualquer outra razão deverá ser justificado – a fiscalização será feita com o apoio dos municípios e da Polícia Militar.


Também está proibida a circulação de pessoas sem o uso de máscara de proteção em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado.
Pessoas com sintomas gripais não estão autorizadas a circular pela cidade, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares.



Reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não coabitam, estão vetadas, assim como qualquer tipo de evento público ou privado que possa provocar aglomeração, ainda que respeitadas as regras de distanciamento social.


São considerados serviços essenciais:

Setor de alimentos (excluídos bares e restaurantes, que só podem funcionar via delivery)

Serviços de saúde (atendimento, indústrias, veterinárias etc.)
Bancos

Transporte Público (deslocamento para atividades essenciais)

Energia, gás, petróleo, combustíveis e derivados

Manutenção de equipamentos e veículos

Construção civil

Indústrias (apenas da cadeia de atividades essenciais)

Lavanderias

Serviços de TI, dados, imprensa e comunicação

Serviços de interesse público (água, esgoto, funerário, correios etc.)


Redação do Portal Caparaó

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