22/02/2021 às 14h53min - Atualizada em 22/02/2021 às 14h53min

Balanço após chuva em Carangola aponta mais de mil desalojados

Cenário de destruição

G1 - Zona da Mata

Três dias após ser atingida por uma das maiores enchentes já registradas na cidade, Carangola tem 1.100 pessoas desalojadas, 35 desabrigadas e o abastecimento de água funciona com 50% da capacidade.


Além do município, Divino, Espera Feliz e Orizânia também foram atingidas pelas chuvas e estão com equipes empenhadas nos trabalhos de recuperação nesta segunda-feira (22).


As prefeituras de Carangola, Divino e Tombos decretaram situação de emergência e Espera Feliz decretou calamidade pública.


 

Em Carangola, o cenário é de destruição: casas desabaram, as ruas ficaram cobertas de lama, houve deslizamentos de terra e quedas de árvore. No sábado (20), o acesso para o Centro só ocorria através de barco, já que as vias seguiam completamente alagadas.

 
 


 

Desalojados e desabrigados
 

De acordo com a Defesa Civil, são 1.100 pessoas desalojadas e 35 desabrigadas em Carangola. Algumas famílias que foram atingidas estão em casas de parentes e amigos, mas grande parte está em três abrigos municipais provisórios que foram criados em escolas.


A Secretaria de Assistência Social coordena também um ponto de apoio no pátio da Igreja de Santa Luzia e trabalha na arrecadação de insumos, cestas básicas, kits de higiene e de prevenção e enfrentamento à Covid-19.


 

Repercussão

 

Pelo Twitter, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que conversou com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, sobre a grave situação dos municípios atingidos na Zona da Mata. Até o momento, as prefeituras não receberam recursos federais para as ações de recuperação após as enchentes.


Em nota, a Defesa Civil Estadual afirmou que enviou ajuda humanitária para Carangola, Orizânia, Divino, Fervedouro e Matipó. O Sistemad e Controle de Operações (SCO), metodologia adotada para gestão de desastres, foi implantado em Carangola e Matipó, com participação dos principais órgãos do Estado e município.


A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) explicou que segue em permanente contato com a gestão municipal e coordenadores dos Centros de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) e Centros de Referência de Assistência Social (Cras).


O objetivo é prestar orientação e apoio técnico no levantamento de famílias desalojadas e em situação de risco, protocolos de atendimento, realização de cadastros, organização de abrigos provisórios em situações de emergência, fluxos de decretação de situação de emergência e informação para outros órgãos.


A Sedese ressaltou ainda que vem acompanhando desde o início do período chuvoso, em outubro de 2020, juntamente com a Defesa Civil Estadual, as cidades atingidas pelas chuvas.
 

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