03/09/2020 às 13h29min - Atualizada em 03/09/2020 às 13h29min

Arroz, leite e óleo de soja são os vilões da vez nas prateleiras dos supermercados

Preço assusta consumidores

Uma pesquisa do site Mercado Mineiro mostrou que três itens fundamentais na mesa do consumidor tiveram alta expressiva nos últimos quatro meses: arroz, óleo de soja e leite. Nos três casos, principalmente por fatores ligados à produção e ao cenário econômico.

 

Com o arroz, a comparação dos preços médios entre abril e agosto revelou elevação de até 28%. O que se explica por uma situação similar à da carne: a maior procura externa diminuiu a oferta doméstica do produto. Além disso, os preços da saca de 50kg estão bastante acima do valor de referência determinado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A demanda internacional também ajuda a justificar o aumento médio de 14% no óleo de soja (900ml). O grão foi um dos destaques das exportações mineiras (e brasileiras) no primeiro semestre, impulsionado pela alta do dólar.


No caso do leite há uma combinação de fatores para explicar o aumento médio. Os efeitos da seca no Sul do país reduziram a oferta do produto - o período atual é de entressafra. E a elevação cambial inibiu a importação que, embora pequena (em média de 4% do volume total), poderia aumentar a quantidade disponível. Some-se a isso um efeito direto da pandemia. "A procura tem sido maior do que a oferta impulsionada pelo auxílio emergencial, que reduz a pobreza extrema e leva as pessoas a procurar o leite, que é alimento de primeira necessidade", explica Celso Costa, diretor do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg).


Preço do arroz assuta consumidores


 

O arroz é um alimento protagonista da mesa do brasileiro, perfeito com o feijão e complemento indispensável em muitos outros pratos. Porém, o aumento no preço do produto em supermercados da região, deve assustar muitos consumidores nos próximos meses.

Em alguns supermercados, o pacote de 5 quilos já está sendo comercializado por mais de R$ 22. A previsão é que esse valor possa chegar à casa dos R$ 30 até dezembro.

Pandemia, aumento na alta do dólar, e a entressafra do grão, juntamente com redução da produção nacional e crescimento das exportações estão na lista para esse aumento.

 

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