24/06/2020 às 13h44min - Atualizada em 24/06/2020 às 13h44min

Polícia Civil conclui Inquérito e aponta desvio de R$86 mil da APAE de Manhumirim

Ex-funcionário indiciado

destaknewsbrasil.com.br

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Manhumirim, concluiu o inquérito que apurou fraudes cometidas contra a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município. Uma ex-funcionária e outro funcionário da entidade foram indiciados por peculato.


As investigações, iniciadas no final do último ano a partir de denúncia fornecida pelo Ministério Público, concluíram que a ex-funcionária, que trabalhou na instituição por cerca de 14 anos e era responsável por toda a parte financeira da entidade, teria desviado um total de R$ 82 mil.


Para cometer os crimes, ela transferia valores da conta da Apae diretamente para as contas dela, ou realizava transações entre contas da entidade até que, por fim, depositava as quantias na conta particular. “Foi constatado, ainda, que toda vez em que havia pagamento de folha salarial, ela destinava um valor a mais para a própria conta, valores estes que se sobressaíam muito, conforme demonstrativos de pagamentos arrecadados nas investigações”, detalhou o Delegado Glaydson de Souza Ferreira.


 

Dentro do montante desviado, por exemplo, no prazo entre janeiro e agosto de 2017, a investigada teria furtado a quantia de R$ 20 mil provenientes de contas salário, sendo que o vencimento da investigada era de R$ 1500 ao mês.


A suspeita alegou à polícia que realizava os saques ilícitos a mando do superior dela à época. Contudo, os levantamentos da PCMG indicam que o dinheiro desviado era destinado exclusivamente a gastos pessoais, como estadias em pousadas, viagens, compra de aparelhos eletrodomésticos e pagamento de despesas particulares.


A PCMG não descartou a participação do chefe da suspeita no esquema criminoso, uma vez que foram constatados depósitos de origem suspeita, tendo ele também como destinatário. Ele é investigado por não compensar adiantamentos salariais aos funcionários da entidade.
 

Foram levantados subsídios de provas que indicam que o chefe direto da investigada realizou adiantamentos salariais, porém não promovia a devida compensação, que totalizaram cerca de 4 mil reais.


Finalizadas as apurações, a PCMG representou à Justiça pelo bloqueio de todas os valores que se encontram em contas judiciais dos suspeitos. A mulher foi indiciada por 84 crimes de peculato-furto, em concurso material. Já o suspeito está sendo denunciado por oito crimes de peculato-apropriação e peculato culposo.

 


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