06/12/2018 às 13h12min - Atualizada em 06/12/2018 às 13h12min

Mais de 400 gaiolas são destruídas em praça de Guaçuí

Uma ação que se pode dizer virou tradição em Guaçuí. Mais uma vez foi realizada a destruição de gaiolas e armadilhas (conhecidas como alçapão) em praça pública. A iniciativa, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (5), dá continuidade ao trabalho de educação ambiental, iniciado no mês de junho, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), que vem trabalhando o tema “Animais Silvestres: preservar é responsabilidade de todos”.



Como de outra vez, a ação aconteceu na Praça da Igreja Matriz, no centro da cidade, e foram destruídas 417 gaiolas e 27 armadilhas, numa parceria da Polícia Militar Ambiental que atua na região do Caparaó e é responsável direta pelas apreensões de pássaros silvestres mantidos em cativeiro de forma irregular. A iniciativa contou com a presença de 250 alunos, com idades entre 6 a 17 anos, da Escola Municipal São Geraldo, Escola Estadual Antônio Carneiro Ribeiro e Programa AABB Comunidade.
 



A ação foi aberta pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Roberto Martins, que lembrou as duas solturas de animais silvestres realizadas no município, totalizando 211 animais, em sua grande maioria aves, com o apoio do Centro de Reintrodução de Animais Selvagens (Cereias), Ibama e Polícia Ambiental. Além da destruição de cerca de 200 gaiolas e armadilhas que abriu a semana do Meio Ambiente, no último mês de junho. “Hoje, estamos dando continuidade a esse fundamental trabalho de educação ambiental, quando envolvemos 250 jovens na destruição de mais de 400 gaiolas, chamando a atenção para esse crime, infelizmente, ainda tão praticado, que é capturar e manter animais silvestres em cativeiro”, enfatizou Martins.


 

Antes da destruição de todas as gaiolas e armadilhas, o secretário destacou que o tráfico de animais é a terceira maior atividade ilícita no mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas e que, no Espírito Santo, existem 198 espécies em risco de extinção. Ele ainda pontuou que a região do Caparaó é local de grande trajeto do tráfico de animais. “Algumas espécies estão em risco crítico, como a onça pintada, e precisamos nos conscientizar que os animais são muito importantes para o equilíbrio ecológico”, finalizou. Ao final, as gaiolas foram destruídas por uma retroescavadeira sob o olhar atento e muitas palmas dos presentes.



Fonte: Prefeitura Municipal de Guaçuí

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