19/09/2019 às 11h42min - Atualizada em 19/09/2019 às 11h42min

Como identificar a qualidade do café comprado em supermercados?

Pureza e Qualidade

Imagine você em casa preparando o cafezinho que irá tomar antes de sair para o trabalho. Fez tudo como de costume. Esquentou a água, coou o pó, mas na hora de beber vem um gosto diferente na boca, algo parecido com folhas. Talvez essa seja uma situação que, ao logo dos anos, tornou-se pouco comum, mas que há algumas décadas acontecia frequentemente.


Se o café for misturado com folhas, terra ou gravetos, para muitas pessoas dá no mesmo, até porque a maioria acostuma e acredita estar bebendo o verdadeiro café.

Nos dias de hoje, exportamos a maior parte dos nossos cafés com altos índices de qualidade. Mas esta é uma situação que tem mudado ao longo dos anos. Seja pelas ações de órgãos certificadores ou pela exigência do consumidor final.

Já que falamos de consumidor final, como podemos, então, identificar e garantir que estamos comprando um café de boa qualidade nas prateleiras de supermercados, mercearias, padarias entre outros estabelecimentos?


O pioneiro de tudo foi o selo de pureza. Ele foi lançado em 1989, antes do código de defesa do consumidor. E com isso ele foi um balizador, um divisor de águas para a credibilidade do produto. Começou a se verificar a qualidade através da pureza, com o ‘Selo de Pureza’. Depois, em 2004, a gente lançou o ‘Programa de Qualidade do Café’, que era um programa de educação para o consumo”, explicou Mônica Pinto, coordenadora de projetos e marketing da ABIC.

O PQC, esse programa de qualidade do café, possibilita ao consumidor um entendimento de que café não são todos iguais. Ele orienta no momento da compra. A partir do momento que você tem uma certificação estampada na embalagem, ele acaba se tornando um balizador de compras. O consumidor vai saber que ele tá comprando um café gourmet, que é um café diferenciado, especial, por um valor, e um café extraforte ou tradicional, que é um café do dia a dia, para grande consumo de massa, mas por outro valor.

Além do consumidor identificar o selo na embalagem, ele pode consultar se a marca que ele gosta na listagem que fica disponível no site da ABIC, ou através do aplicativo ‘De Olho no Café’.


Para os cafés considerados tradicionais ou extrafortes, as notas devem ter variação entre 4,5 e 5,9. Já para os cafés superiores, a pontuação deve atingir níveis entre 6,0 e 7,2. Quanto aos cafés de alta qualidade, classificados como gourmet, o resultado deve ser igual ou superior a 7,3, tendo como máxima a nota 10.

Fonte: G1 Sul de Minas (Por Filipe Martins)


 

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