Balanço após chuva em Carangola aponta mais de mil desalojados
Cenário de destruição
Três dias após ser atingida por uma das maiores enchentes já registradas na cidade, Carangola tem 1.100 pessoas desalojadas, 35 desabrigadas e o abastecimento de água funciona com 50% da capacidade.
Além do município, Divino, Espera Feliz e Orizânia também foram atingidas pelas chuvas e estão com equipes empenhadas nos trabalhos de recuperação nesta segunda-feira (22).
As prefeituras de Carangola, Divino e Tombos decretaram situação de emergência e Espera Feliz decretou calamidade pública.
Em Carangola, o cenário é de destruição: casas desabaram, as ruas ficaram cobertas de lama, houve deslizamentos de terra e quedas de árvore. No sábado (20), o acesso para o Centro só ocorria através de barco, já que as vias seguiam completamente alagadas.
Desalojados e desabrigados
De acordo com a Defesa Civil, são 1.100 pessoas desalojadas e 35 desabrigadas em Carangola. Algumas famílias que foram atingidas estão em casas de parentes e amigos, mas grande parte está em três abrigos municipais provisórios que foram criados em escolas.
A Secretaria de Assistência Social coordena também um ponto de apoio no pátio da Igreja de Santa Luzia e trabalha na arrecadação de insumos, cestas básicas, kits de higiene e de prevenção e enfrentamento à Covid-19.
Repercussão
Pelo Twitter, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que conversou com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, sobre a grave situação dos municípios atingidos na Zona da Mata. Até o momento, as prefeituras não receberam recursos federais para as ações de recuperação após as enchentes.
Em nota, a Defesa Civil Estadual afirmou que enviou ajuda humanitária para Carangola, Orizânia, Divino, Fervedouro e Matipó. O Sistemad e Controle de Operações (SCO), metodologia adotada para gestão de desastres, foi implantado em Carangola e Matipó, com participação dos principais órgãos do Estado e município.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) explicou que segue em permanente contato com a gestão municipal e coordenadores dos Centros de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) e Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
O objetivo é prestar orientação e apoio técnico no levantamento de famílias desalojadas e em situação de risco, protocolos de atendimento, realização de cadastros, organização de abrigos provisórios em situações de emergência, fluxos de decretação de situação de emergência e informação para outros órgãos.
A Sedese ressaltou ainda que vem acompanhando desde o início do período chuvoso, em outubro de 2020, juntamente com a Defesa Civil Estadual, as cidades atingidas pelas chuvas.